Tribal

Tribal - Parte 01 (31 fotos)

Olá meus queridos!
Como vocês estão? Espero que tudo bem.
Em primeiro lugar gostaria de agradecer os comentários de vocês.Isso me motiva a continuar e buscar direções para que o blog fique cada vez mais legal.Muito Obrigado a todos que comentam nas postagens e também aqueles que opinam por e-mail.
É com profundo respeito e carinho por todos os povos do mundo que hoje começamos a série TRIBAL.
Espero que vocês curtam! Beijos e abraços a todos!

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Indígena do Xingu - Brasil

Nativo americano

homem havaiano



nativo americano











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A Carta do Cacique Seattle, em 1855

Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

  Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

Uma outra versão da famosa Carta do Índio pode ser conferida aqui

Clique aqui para ler a versão deste texto em seu original, em inglês!

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Sobre XAVERICO

Contato: xaverico@gmail.com

14 comentários:

  1. Respostas
    1. Verdade amigo.Tem umas delícias ali no meio.

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  2. Muito legal!
    Aliás, uma coisa curiosa: todos os índios que eu vi até hoje tinham prepúcio! Nunca vi nenhum índio que tivesse o cacete com a cabeça pra fora.
    Mas acho que essa foto com os 2 índios com os cacetes amarrados virados pra cima explica isso. Eles devem ter práticas que esticam o prepúcio.

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    1. Olá amigo Léo
      Eu também só vi índios com prepúcio intacto.E acredito que na floresta eles protejam a glande do pênis devido as picadas de insetos.De ser comum por lá.
      Abraços.

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  3. Querido amigo Xaverico, adorei o post, que indiarada, belos na beleza deles...putz, esta carta é tão atual, e profética também, todos precisamos respirar, animais e plantas e o "homem branco" na sua ganância destrói tudo, para vender, para se apropriar, e o pior, destrói por destruir...hora de revermos nossa ´postura diante da natureza, antes que seja tarde de mais.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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    1. Essa carta parece que foi escrita ontem.É tão atual,né.Isso nos mostra que os homens de cem anos atrás não estavam nem um pouco preocupados com o meio ambiente,igual os homens de hoje,só pensam em lucros,enfim não mudamos nada.
      Abraços meus querido.

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  4. Ótimas fotos. Gostei de todos os seus posts até agora. Xaverico posta de Escoceses ou Ruivos em suas proximas (sugestão).Ah! falta nudes suas, afinal vc prometeu isso. kkkkk. Abraços e parabens mais uma vez!

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    1. Olá amigo.
      Não esqueci dos ruivos,eles entrarão na série Kilt (as famosas saias masculinas da Escócia) e também farei a própria série deles.
      Ah! Ainda irei postar minhas nudes.Aguarde.rsrs
      Abraços.

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  5. adorei viva a diversidade ❤

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  6. Respostas
    1. Isso mesmo amigo.
      Vejo beleza em todas as raças e sempre que possível irei postar imagens de homens do planeta todo.

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Opine! Fico extremamente grato por todos os comentários. Essa troca de informações, experiências e opiniões sempre acrescenta algo.
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Um grande abraço.

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